terça-feira, 31 de dezembro de 2013

Capítulo 25 e Capítulo 26 (Final)

Olá Pessoal!
Aqui está o final da história "O Colégio Interno".
Espero que gostem.

Capítulo 25

O detective chegou ao colégio e viu já a PJ no local. A directora foi ter com o detective.
- A Daniela esteve presa este tempo todo na cave do colégio. A polícia viu que a professora Emília foi à cave com comida para dar à aluna.
O detective afirmou com a cabeça. Foi ter com o inspector Daniel Machado.
- Vão prendê-la?
- Claro, é um crime pôr uma aluna dentro de uma cave fechada.
- Antes disso queria resolver um caso familiar.
- Claro, já imaginava por isso ainda não a levámos. Só a prendemos.
O detective afastou-se do inspector e ligou para o dono do terreno.
- Será que podia vir aqui ao colégio? Ficarei à sua espera.
O detective terminou a chamada e foi ter com o inspector.
- Onde está a professora Emília?
- Lá dentro com os meus colegas.
O detective foi ter com a professora.
- Professor Eduardo?
- Professor? Não, antes detective.
- Então foi o senhor. Porquê?
- Algo estava estranho com os alunos e eu fui contratado para resolver o caso.
Nesse momento entra o dono do terreno.
- Mas o que se passa aqui?
- Pai?
O detective ficou imóvel, espantado pela reacção da professora Emília.
- Afinal sempre conhece o seu pai. -disse o detective.
- Claro, foi ele que não me deu o seu apelido, foi ele que não quis me encontrar. Foi ele que se casou com uma rica.
- Por isso é que fez esta vingança. Acabando com a maior fonte de rendimento.
- Eu não sabia. - disse o homem.
- Senhor Júlio, converse com ela mais tarde.
O detective olhou para a polícia.
- Levem-na!
A directora foi ter com o detective.
- Obrigado por ter resolvido isto. Agora o colégio está em paz. Meninos, vão para a cama. Amanhã voltam para casa dos pais e não fica bem irem com olheiras.
A Vânia e os outros afirmaram com a cabeça.
- Obrigado pela ajuda. -disse ela ao detective.
O dono do terreno olhou para o detective.
- Eu vou fazer o teste de ADN.
O detective afirmou com a cabeça e olhou para o professor de literatura, Artur, o marido da professora Emília.
- Sabia disto?
O professor negou. O detective saiu dali. 
O caso estava resolvido.

Capítulo 26

Meses mais tarde, a directora falou com o detective no seu gabinete.
- O senhor Júlio já colocou o seu apelido à professora Emília.
- E quanto à mulher dele?
- Contou a verdade à mulher e eles continuam casados.
- E os alunos?
- Oh, eles estão muito bem e mudei um pouco as regras.
- O que fez?
- Permiti namoros no colégio mas discretos não quero descaramentos.
O detective sorriu.
- Claro!
- Eduardo, obrigado por nos ter resolvido este caso. Agora o colégio está em paz.
- É o meu trabalho.
- Desde já, obrigado. 
O detective e a directora deram um aperto de mão e o detective saiu do colégio. Estava vento e o céu estava escuro. O detective caminhou por entre os pingos de água que caíam do céu. 
O caso estava resolvido...ou talvez não.

E este é o fim!
Eu queria agradecer a todos que leram esta história. Não só os que comentaram, mas a todos os leitores. Obrigada! De verdade.
Esta história foi uma das que mais trabalho me deu e empolguei-me completamente. Tive vários planos para ela que tentei concretizar mas alguns não foram possíveis.
Quero agradecer a todos que estiveram a comentar e a ler. Sei que esta história não foi tão boa quanto as outras mas espero que esta nova história, Uma Vida Eterna, seja melhor.

Amanhã vou fazer algumas mudanças no blog, colocar o cabeçalho/banner e mudar um pouco as páginas.

Bom Ano 2014!

sábado, 28 de dezembro de 2013

Capítulo 24

Olá Pessoal!
Agradeço pelos comentários aos capítulos anteriores. Sei que alguns de vocês gostem da história mas realmente o número de visualizações desceram assim como os comentários, que antes eram mais.
Será no dia 31 de Dezembro que o final de "O Colégio Interno" será postado, ou seja, o próximo post será o final da história.
Quero começar o novo ano com uma nova história e com algumas mudanças!

Sei que tenho alguns seguidores do Brasil e alguns podem não saber o que é PJ e onde é a Póvoa do Varzim.
PJ são as iniciais de Policia Judiciária que é o mesmo que a delegacia no Brasil.
Póvoa do Varzim é uma cidade portuguesa situada no norte do país. O colégio interno situa-se na capital, Lisboa, que é no centro do país. Espero ter ajudado.

Espero que gostem do capítulo.

Capítulo 24

Era Sexta feira, a PJ já estava a tentar resolver o caso e o detective iria falar com o dono do terreno. As aulas acabaram e o detective conduziu até casa do dono do colégio. Era uma grande vivenda. Ao caminhar até lá, bateu à porta. Um empregado da casa atendeu-lhe.
- Boa tarde! Queria falar com o senhor Júlio Domingues. Está?
- Claro, pode entrar, irei chamá-lo.
O detective entrou dentro de casa e sentou-se num enorme sofá que estava na sala. A casa era enorme, mas não teve muito tempo para analisar a casa. O dono do terreno tinha acabado de chegar à sala.
- Boa tarde!
O detective levantou-se do sofá e apertou a mão ao dono da casa. Ambos, depois, sentaram-se no sofá.
- Muito bem. O que quer falar comigo?
- Eu chamo-me Eduardo Almeida.
- Muito bem. Quer falar comigo sobre o quê?
- A sua filha.
- A Manuela está bem.
- Não estou a falar da Manuela Domingues -deu ênfase na palavra Domingues.
- Então está a falar da Maria, a mais nova.
O detective abanou a cabeça.
- Estou a falar da Emília Alves, ou melhor dizendo, Emília Pires. Não se recorda deste apelido?
O corpo de Júlio ficou imóvel.
- A minha ex namorada tinha esse apelido.
O detective afirmou com a cabeça.
- Vive aqui sozinho? -perguntou ele olhando para a casa.
- Não, mas neste momento a minha mulher está a trabalhar.
- E os filhos que tem no seu casamento?
- O que quer dizer com isso?
- Vejo que vou ter que lhe explicar.
- É da Povoa certo? Sabe do caso que tive... - Júlio olhou para todos os lados - Venha comigo para o meu escritório.
Eles levantaram-se do sofá e encaminharam-se para o escritório. Ao entrarem, Júlio fechou a porta. Sentaram-se nas cadeiras calmamente.
- É da Povoa? Sabe do caso que tive com a Cecília. Já não a vejo à anos.
O detective afirmou com a cabeça.
- Sabe o que aconteceu depois de ela se ir embora?
- Não. Ela foi-se embora sem me dizer nada. A culpa foi minha, não devia ter casado com a filha dos pais milionários. Quando a perdi é que vi o mal que tinha feito. Agora ela deve ter casado e deve ter filhos.
O detective riu discretamente.
- Filhos. Imagino que o que lhe vou dizer seja preciso fazer um teste de ADN pois duvido que acredite em mim.
- Como assim?
O detective respirou fundo.
- A sua namorada, quando saiu da Povoa do Varzim estava grávida de si.
Júlio levou a mão à boca apavorado.
- Como tem a certeza?
- A sua filha trabalha no seu colégio. É a professora de Espanhol. Chama-se Emília Pires, como está casada disse-lhe Alves.
- Como sabe isso?
O detective respirou fundo.
- Eu sou detective mas professor de informática no seu colégio. A directora contratou-me a fim de descobrir quem é o autor desta confusão. Estive a pesquisar e isto vem até si.
- A mim? Porquê?
- Com conhecimentos pude descobrir que a professora não tinha nome de pai e ao chegar à Povoa do Varzim pude ter a certeza que conhecia a mãe da professora. O senhor conhecia mesmo a Cecília?
- Sim.
- Queria que me dissesse a verdade, que colaborasse comigo, sei que é um assunto delicado mas queria que me ajudasse neste caso para ser mais rápido.
- Claro.
- O senhor realmente esteve com a Cecília?
- Sim, na Povoa tínhamos namorado por um tempo.
- E o que aconteceu depois?
- Uma rapariga com pais ricos apareceu para umas férias.
- E?
- Essa rapariga apaixonou-se por mim e eu, que na altura interessava-me mais por dinheiro, desisti da Cecília.
- E o que aconteceu depois?
- A minha relação com a Cecília piorou. Depois de umas semanas, ela desapareceu.
- E não sabia porque razão ela tinha desaparecido?
- Só agora. Gostaria de voltar a vê-la.
- Receio que não poderá ser possível, está casado.
- Eu sei, mas eu nunca me apaixonei pela mulher com quem estou casado, sempre gostei da Cecília.
- Pois, imagino como deve se estar a sentir.
- Não poderei só vê-la?
- Lamento mas a Cecília, a mãe da professora, faleceu já faz algum tempo.
- Como é que isso aconteceu?
- Lamento.
O detective baixou a cabeça.
- Então está dizendo que a Cecília teve uma filha e que a filha é minha?
- Sim.
Nesse momento, o telemóvel do detective toca. Ele desculpa-se ao dono do terreno e atende a chamada.
- Fala Eduardo Almeida! ... Está a falar a sério? Vou já para aí.
O detective termina a chamada.
- Desculpe mas vou ter que sair.
- Claro.
- Obrigado pelo seu tempo.
- Nada. Quando quiser algo avise e tem aqui o meu contacto.
O detective pegou no cartão.
- Obrigado.
O detective saiu de casa do dono do terreno. A directora tinha ligado para ele. Tinham descoberto a aluna desaparecida e o culpado.

Aqui está o capítulo.
Espero que tenham gostado.
No dia 31 de Dezembro cá estou eu para postar o final desta história.

Bjs :)

terça-feira, 24 de dezembro de 2013

Capítulo 22 e Capítulo 23

Olá Pessoal!
Este ano não posto o capítulo à meia-noite como fazia todos os anos pois a história não é do agrado da maioria dos leitores. Muitos abandonaram o blog e a quebra do número de visualizações é visível. Sou capaz até de dizer que esta história, "O Colégio Interno", foi a que menos gostaram. Curiosamente, foi a história que mais trabalho me deu a escrever!
Mas enfim...esta história está prestes a terminar. Não vou continuar a postá-la em 2014. Pretendo terminar no final de Dezembro. Muitos de vocês não apreciam a história e não tem cabimento eu postar à meia-noite. Muitos de vocês ainda estão a pensar que todas as histórias serão iguais à "A Escola do Terror" ou "Encontro com o 666" mas estão enganados! Eu, como escritora, preciso de inovar e embora fique decepcionada com este ano que está a acabar (digamos que não foi o melhor) não tenho que estar sempre a fazer cópias das minhas antigas histórias que, aliás, fizeram muito sucesso. Embora o mês de Dezembro tenha sido melhor, com novos seguidores e algumas visualizações, acho que foi apenas graças à parceria que estou a fazer com o Vasco F. pois caso contrário não teria visualizações novas. E não fiz isto de propósito para receber visualizações, a minha parceria com o Vasco F. já estava a ser pensada antes de tudo isto acontecer.
Enfim...depois deste desabafo, desejo-vos um Feliz Natal!

Capítulo 22

Quarta feira...o detective encaminhou-se de novo para o café a fim de ter a certidão de nascimento da mãe da professora. No fim do dia, foi analisá-la. E para espanto descobriu algo no mínimo estranho. A mãe da professora tinha falecido.
“Como é que isto pode ter acontecido?”
Pegou nas outras certidões e viu algo que suscitava as suas questões. O local de nascimento da mãe da professora de Espanhol e do dono do terreno era o mesmo. Povoa do Varzim. Coincidência? O detective achava que não. E as suas ideias/opiniões de detective davam uma resposta muito óbvia. A professora poderia estar a fazer uma vingança. No dia seguinte iria falar com a directora. Teria que visitar a Povoa do Varzim a fim de saber informações sobre o passado do dono do terreno e da mãe da professora Emília.

No dia seguinte, o detective estava a falar com a directora.
- Queria sair da escola, retirar-me por umas semanas. Será possível?
- Claro. Neste momento, de preferência, antes dos testes dos alunos. Mas porquê?
- Preciso de ir para o norte, mais precisamente para a Povoa do Varzim.
- Ora muito bem. Vamos pôr baixa médica?
- Claro.
- Quanto tempo necessita?
- Não tenho tempo exacto mas mais de duas semanas.
- Muito bem. Três semanas chegam?
- Claro que sim. Obrigado.
- Pode ir já amanhã.
- Obrigado.
Apertou a mão da directora e saiu do gabinete.

Capítulo 23

Um dia passou, o detective estava a preparar a sua viagem para a Povoa do Varzim. Na escola, estava mais um dia de aulas. Sexta-feira, sem a aula de informática. Quanto aos alunos, esses estavam felizes mas confusos. O Tomás, o antigo amigo do Duarte, estava a namorar com a Melissa. Estranho...e talvez medo mas até agora estava a correr bem. Mais confusões tinham aparecido, canetas desapareceram, papéis com ameaças entre outras coisas...

As três semanas passaram e o detective regressou ao colégio. Tinha novidades para contar à directora e a directora também a ele.
- Encontrei informações valiosas. -disse ele.
- Eu tenho que lhe contar uma coisa.
- Claro diga.
- Uma das alunas da turma da menina Vânia, está desaparecida.
O detective ficou estático.
- Como é que isso aconteceu?
- Não sei bem, ninguém sabe. A menina chama-se Daniela.
- Fique tranquila, irei resolver o caso. Agora quanto à minha viagem, estive a questionar os idosos que ainda moravam lá e descobri coisas interessantes.
- O quê?
- A mãe da professora Emília e o dono do terreno eram vizinhos e parece que se apaixonaram. Namoraram durante um tempo, quando aparece uma rapariga, filha de pais milionários que esteve a passar férias ali. Parece que o dono do terreno acabou por se casar com essa rapariga deixando a mãe da professora. Um idoso disse-me que a mãe dela estava grávida e decidiu fugir daquela vila, indo para Lisboa. O local de nascimento da professora Emília é Lisboa. O idoso achava que a mãe dela iria ser maltratada se os vizinhos e principalmente ele, o dono do terreno, soubessem. Isto tudo vem a comprovar o que eu pensava.
- Então o que vai fazer agora?
- Questionar o dono do terreno e tentar provar que foi a professora Emília que fez desaparecer a aluna.
A directora afirmou com a cabeça.
- Tenho a sensação que a professora Emília está a fazer uma vingança. Como não teve o apelido do pai é bem provável que queira destruir a sua maior fonte de rendimento que é este colégio. Se não houver alunos não haverá trabalho, sem trabalho não haverá dinheiro. O colégio só funciona se tiver alunos.
- Claro.
- Quanto à aluna desaparecida, vá à PSP e comunique o caso.
- Eu já falei para o meu amigo, ele disse a mesma coisa.
- Ligue para ele e vá à esquadra, se quiser, eu tomo conta do colégio ou o professor de Literatura fará isso.
- Eu não ficarei muito tempo. Volto daqui a umas horas.
A directora foi à esquadra e os alunos continuaram as aulas.

Aqui estão os dois capítulos.
Está mais que sabido que algo está a acontecer. A professora de Espanhol está a vingar-se do pai, mas será que foi ela que fez desaparecer a aluna?

Saberão em breve.

Bjs :)

sábado, 21 de dezembro de 2013

Capítulo 20 e Capítulo 21

Olá Pessoal!
Os dias de postagem vão mudar tal como avisei na página do Facebook. Vão passar a ser às terças e sábados pois já estou de férias.
Hoje vão ser dois capítulos. Considero como sendo pequenos mas têm muita informação.
Agradeço pelos comentários e pelos parabéns no dia 15. É muito bom saber que os meus leitores não se esquecem de mim nem no dia do meu aniversário.
Espero que gostem.

Capítulo 20

Sábado chegou, às 16:00, o detective estava no café com o inspector.
- Boa tarde! -saudou o inspector.
- Boa tarde!
- Daniel Machado. Esperava pela sua chamada.
- Então é o seguinte: a directora do colégio deu-me o seu contacto para me dar as informações que necessito para este caso.
- Claro. Há alguém que se arma em engraçado.
- Ando a tentar ter acesso à certidão de nascimento da professora de Espanhol.
O inspector afirmou com a cabeça.
- Por isso é que me adiantei e tenho aqui a cópia da certidão de nascimento dessa tal professora.
O inspector entregou os papéis ao detective.
- Obrigado. Irei analisar estes papéis e logo lhe comunico algo se precisar de mais informação.
O detective saiu dali e foi ter ao seu escritório. Sentou-se na sua cadeira e começou a ver a certidão.
“Hum...Emília Alexandra Pires Alves. Nome da mãe, Cecília, nome do pai...Que raio?! Onde está o nome do pai? Ela é filha de pai incógnito? Que estranho! É filha única e é casada. Casada com Artur...Alves. Isto é o nome do professor de Literatura. Que coisa mais estranha!”
De uma coisa, o detective agora tinha a certeza: ela estava casada com o professor de Literatura. E se ela não tinha nome de pai então ela podia ser filha ilegítima do dono do terreno.

Capítulo 21

Segunda-feira chegou e o detective foi falar com a directora antes das aulas.
- Quando tive acesso à certidão de nascimento dela descobri algo.
- O quê?
- A professora de Espanhol está casada com o professor de Literatura.
- Eles dão-se tão mal.
- Deve ser só um disfarce, algo mais estranho ainda foi ver que ela não tem o nome de pai. Só tem o nome da mãe, o que pode significar que ela pode ser a filha ilegítima do dono do terreno. Mas não diga nada do que ouviu aqui.
- Claro.
- Queria lhe fazer umas perguntas.
- Claro, diga.
- É a dona disto ou foi arrendado?
- Foi arrendado.
- Hum...e sabe onde mora o dono?
- Mora aqui perto, chama-se Júlio Domingues.
- Obrigado pela sua informação.
Apertou a mão da directora e saiu do gabinete. Caminhou por entre o corredor e entrou na sala dos professores.
- Eduardo, será que o colega podia me ajudar aqui? -perguntou a professora de Espanhol ao falso professor de informática.
- Claro. -ele encaminhou-se para perto dela.
- Como faço isto?
- Clique no ficheiro, clique na terceira opção e está feito.
- Obrigado Eduardo.
- Quando quiser, disponha. -disse ele sorrindo.
As aulas começaram e depois de os professores saírem todos, o detective ligou ao inspector.
- Bom dia! Preciso de uma certidão de um homem chamado Júlio Domingues, dono do terreno. Encontramo-nos no café amanhã às 20:00. Agora tenho uma aula. Até amanhã!
O detective desliga a chamada e vai dar a sua aula.

Um dia depois, de manhã, o detective vai ter com a directora.
- Desculpe incomodá-la mas podia me dizer como é o historial do dono do colégio?
- Porque razão quer saber isso?
- Acho que talvez o pai da professora de Espanhol seja o dono do colégio. Se não for, porque razão ela faria isto?
- A professora está casada com o professor de Literatura mesmo sabendo que é contra as regras.
- Sim mas duvido que seja só pelas regras que impôs.
- Bem, o Júlio é um homem muito simpático, tem um feitio muito...digamos que é um homem muito fechado.
O detective afirmou com a cabeça.
- Obrigado.
Apertou a mão da directora e saiu do gabinete.

Eram 19:49 quando o detective entra no seu carro. O céu estava escuro e prometia chuva. O vento já estava a soprar levemente. Girou a chave na ignição e conduziu até ao café. A distância era curta. Assim que chega, estaciona no parque e sai do carro. O estacionamento estava quase vazio. Quando entra no café, encontra o inspector já sentado.
- Boa noite! Desculpe o atraso, nestas horas torna-se complicado sair do colégio.
- Não há problema.
O inspector entrega-lhe a certidão de nascimento de Júlio Domingues.
- Obrigado. Em breve lhe comunicarei para conseguir mais informações.
Deu um aperto de mão ao inspector e saiu do café. Entrou dentro do carro e conduziu até ao seu escritório. Ao entrar, pegou na pasta que continha a certidão de nascimento da professora de Espanhol e colocou as certidões, uma ao lado da outra na sua secretária. Sentou-se na cadeira e viu...enfim...nada. Nada era igual, nada comprovava que a professora fosse filha do dono do terreno. O detective respirou fundo vendo que tinha voltado à estaca 0, mas não se fizera de vencido. Algo estava estranho. A professora não tinha nome de pai na sua certidão e se o pai dela não fosse o dono do terreno porque razão ela estava a fazer isto? Pegou no seu telemóvel e ligou ao inspector.
- Boa noite! Desculpe incomodá-lo outra vez mas podia me arranjar a cópia da certidão de nascimento da mãe da professora Emília? A que tem o nome de Cecília? Obrigado.
O detective terminou a chamada e respirou fundo. Não conseguia descobrir por um lado, iria por outro.

Aqui está. Pronto. Espero que tenham gostado. 
Será que é a professora de Espanhol a culpada pelas "assombrações" no colégio?
Irão ter resposta a isto muito em breve.
Se gostaram, ou se não gostaram, comentem por favor. Quero a vossa opinião.

Bjs :)

sexta-feira, 13 de dezembro de 2013

Capítulo 18 e Capítulo 19

Olá Pessoal!
Aqui estão dois capítulos. Considerem o capítulo 19 um especial aniversário. Embora não ser de nenhum leitor é da escritora.
O capítulo 18 é pequeno, apenas a apresentação do detetive.
Espero que gostem.

Capítulo 18

Uma semana passou. A directora tinha contratado um detective. Era quarta-feira e o detective iria se apresentar no colégio. Ao entrar, a directora saudou-o.
- Seja bem-vindo!
- Obrigado.
- Venha ao meu gabinete. -disse ela andando.
O homem seguiu-lhe e ao entrar no gabinete foi lhe pedido que sentasse.
- Chamo-me Eduardo Almeida.
A directora afirmou com a cabeça e contou o que se passava no colégio. No final, o detective disse:
- Queria lhe pedir uma coisa.
- Claro diga.
- Para me infiltrar no colégio poderia dar-me um cargo?
- Claro. Pode ser um professor de informática. Sente-se à vontade para isso?
- Claro.
- Então vou preencher uma hora nos horários dos alunos, misteriosamente só na turma da menina Vânia.
O detective agradeceu e saiu do gabinete da directora.

Capítulo 19

Uma semana passou, o detective tinha visto uma mensagem no espelho do quarto da Melissa e da Estela. Depois soube que a professora de Espanhol tinha dado um papel à Melissa que dizia a mesma coisa que todos os outros. Depois viu algo estranho e falou com a directora. 
- Neste colégio os seus alunos podem se relacionar com as suas alunas?
- Não.
- E os professores?
- Não. É totalmente proibido. Porquê?
- Descobri que o professor de literatura, Artur, tem um caso ou talvez esteja casado com a professora de Espanhol, Emília. Além do mais essa mulher de cabelo preto que assusta os alunos pode muito bem ser a professora.
- Como soube isso?
- Tive de entrar descobrir os processos dos alunos e conhecer algo sobre os professores. Descobri algo muito estranho. Ela é filha ilegítima de um casal de ricos. Antes de este local ser um colégio, isto era uma terra pertencente a uma família rica. E se reparar, a mulher que assusta os alunos tem cabelo preto e a professora Emília tem cabelo preto.
- E se for mesmo a professora Emília porque razão ela faria isso?
- Por ser filha ilegítima, não tem direito a nada sendo que, os seus irmãos herdariam tudo.
A directora ficou chocada.
- Isto não é uma certeza mas pode muito bem ser verdade. Vou tentar saber mais e logo lhe comunico alguma certeza.
- Claro.
- Vou tentar ter acesso à certidão de nascimento dela.
- Eu vou lhe dar o contacto de um amigo meu que é inspector na polícia judiciária. Vá ter com ele que ele sabe o que se passa aqui dentro. Ele o ajudará a obter a informação que necessita.
A directora deu-lhe o contacto e o detective saiu do gabinete.

Um dia passou, era quinta-feira, a Camila estava a entrar no seu quarto e vendo a sua cama viu uma das suas camisolas com uma tinta e algo que dizia o seguinte:
“És a próxima!”
A Camila gritou. Os amigos e a directora apareceram no quarto.
- O que se passa menina Camila?
A Camila apontou para a camisola dela em cima da cama.
- Dê-me essa camisola!
A Camila deu-lhe a camisola e a directora saiu do quarto.
- Agora é a Camila, a seguir será quem?
A Zélia reparou que tinha desaparecido de novo a sua caneta de tinta vermelha.
- Mas onde é que ela foi parar?
Os amigos encolheram os ombros.
- Bem que eu gostava de saber quem é. -disse a Vânia.
A Camila abriu a sua caixa com brincos.
- É esta a tua caneta?
- Sim, foste tu que a levaste?
- Claro que não. Eu não sabia onde ela estava.
- Foi essa engraçadinha que te tirou a caneta e a colocou na caixa da Camila para vocês discutirem. -disse o Nélson.
- Que raiva dessa mulher, quem quer que seja.

Entretanto com o detective.
Marcou o número do inspector da PJ que a directora lhe deu.
- Bom dia! Daqui fala Eduardo Almeida, professor de informática do colégio.
- Bom dia! Estava à espera da sua chamada. Que acha de nos encontrarmos no café “A Bica” às 16:00 no Sábado?
- Claro. Lá estarei, com licença.
Ele terminou a chamada. No Sábado lá estaria.

Aqui está.
Gostaram? Comentem abaixo.

Bjs :)

Selo

Olá Pessoal! Antes do capítulo, deixo aqui o selo que a Yumi, a Rafa e a Nanda me mandaram.


Regras:

Tem que passar a tag para 5 blogs;
Repassar com o selo (imagem);
Colocar o link de quem criou e de quem passou;
Assim que receber a tag, tem que repassá-lo no prazo de 1 semana;
Avisar ao blog que tem tag para eles;
Tem que criar 5 perguntas das quais os blogs escolhidos terão de responder.

Quem Criou: Lado Negro
Quem passou: The Rocker That Holds Me e Histórias Fanfics

Perguntas da Nanda:

1. Um dia inesquecível.
R: Quando nasci!

2. O que você jamais fazia?
R: Não faço ideia.

3. O que lhe faz ser especial? (Algo que você tem ou faz que lhe defina ou que lhe diferencie das pessoas que lhe rodeiam)
R: Ouço Eminem 25 horas por dia!

4. Você se lembra de quando recebeu seu primeiro comentário do blog? Se sim, como você se sentiu?
R: Sim. Achei que finalmente alguém via o meu trabalho.

5. Qual foi a coisa mais estranha que você já fez na vida?
R: Não faço ideia.

Perguntas da Rafa e da Yumi:

1- Qual foi a melhor história (sendo de livro ou fanfic) que você já leu?
R: Não tenho favorita.

2- Com quem você teria certeza que passaria o dia rindo (sendo famoso ou não)?
R: Não tenho ninguém em mente.

3- Qual é a música tema da sua vida?
R: Ahah! Seria alguma do Eminem, muito provavelmente.

4- Quem você chamaria para o seu casamento se pudesse? O Obama ou a rainha Elizabeth II?
R: Elisabeth II.

5- O que achou do filme Em chamas? Se não assistiu, se sinta envergonhado. E se não gostou, leia o livro, porque tenho certeza que mudará de ideia em 413 páginas (:
R: Não vi o filme nem tenciono ler o livro. Não aprecio o género.

5 perguntas:

1- Que género de livro gosta mais?
2- É pior ser leitor/a ou escritor/a?
3- Escreve ou lê mais?
4- Tenciona ter o blog por quanto tempo?
5- O que deseja fazer em termos profissionais?

Blogs:

(Quem quiser comente abaixo).

sexta-feira, 6 de dezembro de 2013

Capítulo 17

Olá Pessoal!
Obrigada pelos comentários e pelos selos que me mandaram.
No próximo post eu irei postar o selo. Não tenho tido muito tempo.

Capítulo 17

Um dia passou. A Camila tinha chegado ao seu quarto com a amiga e colega de quarto, Zélia. Viu um papel na sua cama. Ao pegar nele, leu-o. Dizia o seguinte:
“És a próxima! Não pensas que foges!”.
- Zélia, estou com medo!
- Deve ser só uma miúda idiota que nos quer assustar.
- Espero que sim.
A Zélia viu o seu saco com canetas.
- Para onde foi parar a minha caneta de tinta vermelha?
A Camila encolheu os ombros.
- Tu não mexeste?
- Não. Para que é que queria a tua caneta vermelha se tenho a minha?
- Isto é estranho.
Não era, efectivamente, nenhuma tragédia, uma vez que podia pedir aos seus pais que lhe levassem uma. No entanto, era estranho. Nesse momento a Estela entra no quarto.
- Camila, esta caneta é tua? -perguntou ela mostrando a caneta.
- É minha. -respondeu a Zélia pegando na caneta da mão da Estela -onde a encontraste?
- Digamos que, estava em cima de um papel escrito em cima da minha cama.
- Eu também recebi um papel, dizia que eu era a próxima.
- Há alguém que anda a gozar connosco. A policia está a começar a investigar. Bem, tenho de ir.
Ela saiu do quarto delas.

Entretanto na esquadra da polícia. Um homem alto e moreno de seu nome César Oliveira estava a falar com o seu colega.
- Temos um interessante problema em mãos Rogério.
- Então?
- O colégio interno mais conhecido de Lisboa tem um engraçadinho.
- Como assim?
O colega deu-lhe uns papéis. Depois de os analisar, o polícia Rogério Pereira disse:
- Isto é muito estranho.
- E temos um gravador.
O polícia entregou o objecto ao colega.
- Tens a certeza que resolveremos este caso?
- Não sei, vou questionar as vítimas e veremos o que fazer mas tenho pensado cada vez mais que um detective faria mais jeito nestes casos.
O colega afirmou com a cabeça.

Um dia passou e o polícia questionou os alunos e professores da turma. Algo não batia certo. Um aluno não levaria um gravador para o colégio. Se bem que os alunos já andavam a afirmar que poderia ser a Daniela, a rapariga solitária da turma, embora a policia não se convencesse. Depois do interrogatório, a polícia falou com a directora.
- Se quer que seja sincero, eu recomendaria um detective neste caso. Se bem que, quando soubesse o culpado ligaria para a esquadra a fim de o levarmos.
A directora afirmou com a cabeça.
- Obrigado. Aqui tem o gravador.
O polícia deu um aperto de mão à directora e saiu do colégio.

Aqui está. Pronto.
Espero que tenham gostado.

Bjs :)

sexta-feira, 29 de novembro de 2013

Capítulo 16

Olá Pessoal!
Obrigado pelos comentários. O capítulo é pequeno eu sei mas é que estou ansiosa e nervosa pela minha parceria com o Vasco F. Acho que vocês sabem quem é. Ele é um escritor de comédia que excluiu o seu blog à alguns dias. A sua última história foi "Uma família fora de série". Amanhã divulgamos o blog e o cabeçalho/capa da história chamada Memórias Aterradoras.
Espero ver-vos por lá.
Bem...fiquem com o capítulo 16.

Capítulo 16

Uns dias passaram, o Duarte já tinha saído da escola e o Tomás tinha pedido desculpa pelo que o seu amigo tinha provocado. Lá fora, o vento estava a bater nas janelas dos dormitórios. Estava um dia de inverno. O céu estava escuro e prometia chuva. Estava tudo quieto. Até que um grito da Melissa despertou os sentidos de todos.
- Credo, estás pálida! -exclamou preocupada a Estela.
- Eu vi a mulher de cabelos pretos. Vou contar à directora. -disse a Melissa encaminhando-se rapidamente para o gabinete.
- Como assim? Menina Melissa, está a dizer que viu a mulher?
- Sim.
Nesse momento ouve-se um grito. A directora sai do seu gabinete juntamente com a Melissa. A Estela mostrou um gravador.
- Olhem, isto começou a emitir uma voz meio rouca de mulher. -explicou a Estela.
Ela apertou no botão de Play. “Pensaram que era fácil? Agora sofrerão as consequências?”
- No outro dia ouvimos isso. -disse a Melissa.
- Sim, foi alguém que deixou o gravador aqui e nos quis assustar. -disse a Estela.
- Dêem-me esse gravador.
A Estela deu o gravador à directora.
- Irei chamar a polícia. Quero que os meus alunos se sintam protegidos. -disse ela às meninas saindo do quarto.
Horas mais tarde, a polícia entra dentro do colégio e questiona a directora. Esta dá-lhes o gravador. As buscas iriam começar!

Espero que tenham gostado mesmo sendo pequeno.

Bjs :)

sexta-feira, 22 de novembro de 2013

Capítulo 15

Olá Pessoal!
Aqui está o capítulo 15. Espero que tenham tido uma boa semana.

Capítulo 15

- Nélson -disse a Melissa de cabeça baixa - Desculpa. Desculpa Vânia. E ainda bem que regressaste.
- Obrigada. -disse a Vânia.
- Nélson. -chamou a Melissa.
- Sim?
- Será que dá mais uma oportunidade?
Ele respirou fundo.
- Não Melissa, não dá.
- Desculpa. -disse ela saindo do refeitório.
A Vânia olhava espantada para o Nélson.

Enquanto isso, a directora estava no gabinete com o Duarte.
- Menino Duarte, não tenho outra solução senão expulsá-lo deste colégio.
- Não directora, não pode.
- É a única solução, os meus alunos não podem se relacionar dessa forma com as minhas alunas. Vai contra as regras do colégio.
O Duarte respirou fundo.
- Tudo bem, eu vou.
- E pelo caminho chame a Vânia para aqui por favor.
O Duarte saiu do gabinete da directora. Encontrou a Vânia com o Nélson na saída do refeitório.
- A directora chama-te. -informou ele.
- Foste expulso? -perguntou o Nélson.
O Duarte apenas olhou para ele com um olhar cortante, depois saiu.
- Nélson, estou com medo. -admitiu ela.
- Conta a verdade à directora. Já não adianta esperar. -disse ele abraçando-a.
Ela afirmou com a cabeça e foi ter com a directora. Chegando ao gabinete, bate à porta e é concedida a entrada. Ela entra calmamente, fecha a porta e senta-se na cadeira.
- O que queria de mim directora?
- O que se passou consigo menina Vânia? Desapareceu e só agora de noite é que voltou a aparecer. Por acaso não saiu do colégio, ou saiu?
- Não directora. Eu estive trancada na cave do colégio.
A directora colocou a mão na boca apavorada.
- Quem a meteu lá?
- Não me lembro muito bem mas era uma mulher de cabelo preto.
- Reconheceu?
- Não directora. Há alguém que nos assusta. A mim e à Melissa. É a mesma mulher de cabelos pretos.
- Isso é muito estranho mas quando houver mais alguma coisa estranha avise-me.
- Ok directora.
E a Vânia saiu do gabinete da directora. Caminhou por entre o corredor e viu o Nélson no quarto dele.
- Então...como correu? -ele estava sentado na sua cama a ver um álbum de fotos.
- Contei sobre a rapariga de cabelos pretos. Contei a verdade.
Ele sorriu.
- Preciso de falar contigo. -ela sentou-se na cama dele.
- Deixa-me adivinhar, é sobre nós?
Ela afirmou com a cabeça.
- Tu provaste que o Duarte não valia nada.
- Eu pensei e vi que ele não prestava. Tenho que agradecer à Fabiana pelo que fez.
- Tu mudaste Vânia.
- Achas que sim?
Ele afirmou.
- Bem, tenho de ir. Tenho de falar com a Fabiana.
Ele agarrou-lhe o braço.
- Espera!
- Nélson. -disse a Vânia calmamente -eu tenho de ir.
- Não, tens tempo. Nós precisamos de conversar.
- Eu mudei por causa de ti mas o tempo não volta atrás. Os erros estão feitos.
- E eu faria um se dissesse sim à Melissa.
A Vânia olhou para ele.
- Acho que está na altura de te dar uma hipótese. -disse ele beijando-a.
Nesse momento aparece a Fabiana com a Estela, a Melissa e os irmãos do Nélson.
- Ups. -disse a Estela desviando o olhar.
- Eu sei -sussurrou o Fábio para a Estela -quase gostava mais dela quando estava sob o poder do Duarte. Mas acho que será melhor assim. O Nélson vai doer menos que o Duarte.
- Fabiana, amigos, peço desculpa eu tinha ficado meio doente com o Duarte. -disse a Vânia levantando-se da cama do Nélson.
- Eu também Vânia. Sejam felizes. -disse a Melissa.
- O quê? -a Vânia não estava a perceber.
- Tu e o Nélson. Estou contente, aliás, estamos todos contentes que vocês já fizeram as pazes.
- Obrigada.
O Nélson sorriu.
- Há alguém que precisa de conversar. -disse a Fabiana olhando para a Estela e para o seu ex namorado.
A Melissa empurra-os para fora do quarto.
- Falem no meu quarto. Até já.
Eles olharam um para o outro espantados e encaminharam-se para o quarto da Melissa e da Estela.
- Hum...então diz-me lá, como é que lhe tentaste mandar o copo com água?
- Não sei Estela. Na altura, pareceu-me boa ideia.
- Mas como é que sabias -perguntou ela -isto é, como é que soubeste que eu não estava a fingir? Para ele ser apanhado desprevenido, sob um falso sentimento de segurança?
- Queres dizer, para além do facto de ele estar prestes a beijar-te? -o Fábio levantou a sobrancelha -sem tu fazeres o mais pequeno gesto para o impedir? Sim, acho que compreendi o que estava a acontecer.
- Eu acabaria por me libertar. -garantiu-lhe ela com uma confiança falsa -mal sentisse os lábios dele.
- Não -contestou o Fábio. Ele sorriu para ela -não o farias. Admite, Estela. Precisaste de mim naquele momento.
Os rostos dos dois estavam próximos. Em vez de ela se sentir meio estranha, o coração dela estava a vacilar.
- Pois. Acho que precisei.
- Fazemos uma boa equipa. -observou o Fábio -não achas? Quer dizer, temos que nos unir outra vez para descobrirmos quem é a mulher de cabelos pretos que nos atormenta.
Ela engasgou-se. Não conseguia evitar.
- É verdade. E desta vez não virá só atrás de nós raparigas. Também, talvez, virá atrás de vocês. De ti e dos teus irmãos.
- Deve ser só uma engraçadinha!
- Fábio! -protestou ela -isto é a sério! Essa mulher pode estar a preparar-se para nos assustar a qualquer momento e estamos a perder tempo a celebrar a nossa vitória contra o Duarte. Temos de começar a prepararmo-nos! Temos de planear um contra-ataque ou algo para a desmascarar. Temos...
- Estela -interrompe o Fábio -a mulher pode esperar.
- Mas...
- Estela -voltou a cortar o Fábio -cala-te.
E ela calou-se. Ela estava com ele. Além disso, ele tinha razão. A mulher assustadora de cabelos pretos podia esperar...ou talvez não.

Aqui está. Pronto.
A história não terminou! A história está dividida em duas partes: uma com a personagem Duarte e a outra com a "assombração" do colégio.
Espero que tenham gostado do romance (que vindo de mim, não é muito bom).

Bjs :)

sexta-feira, 15 de novembro de 2013

Capítulo 14 (Parte 2)

Olá Pessoal! Espero que tenham tido uma boa semana.
Obrigada pelos comentários.
Aqui está a última parte do capítulo 14.

Capítulo 14 (Parte 2)

Corou.
- Talvez seja melhor manteres a Melissa ocupada -recomendou a Estela para o Fábio, esperando que ele não reparasse nas suas bochechas vermelhas -enquanto tratamos do Duarte. Não queremos que ela se atravesse à nossa frente só para o tentar salvar.
- Foi por isso que o Nélson veio -observou o Fábio, olhando para o irmão que estava a olhar para o seu prato com um olhar triste. Tal como todos os outros amigos, ele só estava à espera que a Melissa e o seu acompanhante idiota chegassem.
- Mesmo assim -insistiu a Estela -Não quero que estejas perto de mim quando...tu sabes.
- Eu ouvi-te nos primeiros 10 milhões de vezes que me disseste isso. -murmura o Fábio -eu decorei o que disseste. Foste extremamente clara.
Não conseguiu evitar estremecer. Ele não se estava a divertir. Via-se bem. Bem, e depois? Ele pediu para que ela não fugisse e ela não podia dizer que não agora.
- Eu não consigo ficar aqui Raul, eu vou ter com a Zélia. -disse a Camila dando um beijo ao namorado.
- Dizem que a Zélia anda com o miúdo solitário da turma. -disse a Fabiana.
- E andam de verdade mas eu vou tentar ficar a sós com a minha melhor amiga e colega de quarto. -disse ela saindo.
- Fiquem descansados, ela não vai contar nada. -tranquilizou o Raul.
A Estela colocou a mão na testa.
- Esqueci-me de uma coisa no meu quarto.
- Eu vou contigo. -disse o Fábio.
- Posso ir com vocês? Preciso de saber se a Vânia está no colégio trancada em algum sítio. -disse o Nélson.
Eles saíram do refeitório. O Fábio e a Estela entraram no quarto dela e o Nélson seguiu pelo corredor. Ela estava demasiado aturdida para ter dito ao Fábio que não podia ir com ela. Mas à medida que o choque inicial ia passando, descobriu que não queria impedi-lo. Sentia-se atordoada quando se apercebia de que gostava da sensação de estar ao lado do Fábio. Sentia-se bem. Sentia-se segura. Sentia-se quente. Não se sentia a nova aluna. Apenas ela. A Estela. Era uma sensação à qual se podia habituar.
- Estela -disse o Fábio devagar.
Ela olhou-o sonhadora. Não acreditava que nunca reparou em como ele era atraente, ou talvez tenha reparado, mas nunca ficou realmente registado porque um tipo como ele iria alguma vez ver uma rapariga como ela? Nunca, nem mesmo um milhão de anos, ela imaginaria que chegaria perto do Fábio. E ele só podia sentir pena dela. Mas ainda assim.
- Hum. -murmurou, sorrindo para ele.
- Eu -o Fábio, por alguma razão, parecia desconfortável -estava a pensar se, tu sabes, quando isto tiver acabado tudo e tiveres tirado a fama ao Duarte, e a Vânia e o Nélson estiverem novamente juntos, se gostarias de, hum...
O que estava a acontecer? Estará ele prestes a convidá-la para sair? Como um encontro a sério? Não, não estava a acontecer. Era um sonho, ou algo do género. Num minuto ia acordar e ia tudo desaparecer. Porque como é que uma coisa destas é sequer possível? Não conseguia respirar com a certeza absoluta de que ia destruir qualquer que seja o feitiço sob o qual ambos estavam se o fizer...
- Sim, Fábio?
- Bom -ele era incapaz de manter o contacto visual por mais tempo -se gostarias de, tu sabes, talvez andarmos...
Enquanto eles estavam a falar, o Nélson tinha encontrado a Vânia. Ela estava fechada dentro da cave do colégio. Quando o Fábio disse aquilo à Estela, uma pessoa com voz familiar tinha aparecido no quarto dela.
- Com licença. Mas posso falar com a Estela?
A Estela fecha os olhos irritada. Não acreditava no que estava a acontecer. Num momento tão importante da vida dela, alguém teve de interromper. Mas para ela tinha acabado.
- Olha -reagiu, virando-se para encarar o Duarte -como te atreves a aparecer assim sorrateiramente...
A voz dela apaga-se. Ele estava a tentar seduzi-la. A tentar? Ele estava a conseguir. É verdade que não era o Fábio. Mas olhava para ela de uma maneira que deixava bem claro que estava a querer algo. Ela, quando dá por si, o Duarte já estava a levá-la para fora do corredor de mão dada com ela. Chegou ao refeitório com ela ainda de mão dada.
- Estou tão contente por finalmente termos oportunidade de nos conhecermos. -disse-lhe o Duarte a fazer uma voz que parecia acariciar-lhe. Tinha deixado todos para trás: O Fábio, o Raul, o Nélson, a Melissa estava a olhar com olhos de ciumenta, a Fabiana, que olhava boquiaberta, a Camila e a Zélia e até o amigo do Duarte, o Tomás.
- Vês? -continua o Duarte enquanto se sentava com ela numa mesa do refeitório -não sou assim tão aterrador, pois não? Na verdade, sou exactamente como tu, simpático.
Ela já estava embalada. Ele era um idiota. Ela não podia estar ali mas era um perigo doce. De repente sente a sua camisola molhar.
- Ai -gritou e virou-se. Foi o Fábio que lhe tinha mandado um copo com água à blusa.
- Desculpa -intervém o Fábio -falhei.
Um grito recuperou os sentidos da Estela.
- Esse Duarte é um idiota. Brincou com todas as raparigas deste colégio. -era a Vânia.
A directora olhou para ela assustada mas não disse nada apenas ouvia a conversa dos alunos.
- Ele meteu-se em inúmeras confusões, por pouco não foi preso. -disse a Fabiana, séria.
- Foi assim que teve fama. Uma cara bonita, desportista e já está. -disse o Raul.
A directora interrompeu dizendo simplesmente:
- Duarte, no meu gabinete agora. -numa voz calma.
O Duarte mandou um olhar cortante para o Fábio e para a Vânia e saiu. A Estela respirou fundo.

Espero que tenham gostado.
O próximo capítulo será na próxima sexta.

Bjs :)

sexta-feira, 8 de novembro de 2013

Capítulo 14 (Parte 1)

Olá Pessoal!
Obrigada pelos comentários. Espero que tenham passado uma boa semana e que vocês gostem desta parte do capítulo 14.

Secret: Obrigada pelo comentário e seja bem vinda!

Capítulo 14 (Parte 1)

O fim-de-semana passou. Segunda-feira chegou e a Vânia ainda não tinha aparecido. Estavam todos preocupados. De noite, a hora do jantar estava a chegar. A Estela estava sentada já com o jantar à sua frente. O Fábio foi ter com ela. Segurava dois copos de água, um em cada mão. Entregou-lhe um dos copos e depois disse:
- Esqueceste-te disto.
Ela verificou. Na verdade tinha-se esquecido do copo de água. Não disse nada a ele, limitou-se a dar um gole à água. Ela estava a cometer um erro, ela e a Fabiana, ao deixarem o Fábio fazer aquilo mas...ele tinha qualquer coisa que o distinguia do resto dos desportistas burros do colégio. Talvez tivesse sido a maneira como a salvou no refeitório no outro dia. Ou talvez seja só o aspecto dele quando apareceu no refeitório e teve a gentileza de lhe dar o copo com água que ela esqueceu. Enfim...a Fabiana não parava. Estava a agir pela primeira vez na vida como uma boa amiga. Uma boa amiga para a Estela. Olhava para ela, contava piadas e tentava enfiar notas de 10 euros no bolso das calças do Fábio para ele sair com a Estela algum dia. Enfim...a ex namorada dele a fazer isso era no mínimo estranho. Coisa que, francamente, lhe fez decidir que gosta mais da Fabiana quando ela não se tornava muito simpática, extremamente simpática. Ainda assim, ela sabia que estava a cometer um erro por não mandar o Fábio imediatamente embora. Aquilo não era trabalho para amadores.
- Então -começou o Fábio, enquanto estavam sentados numa das mesas do refeitório sem tocar no jantar em silêncio o que se tornava desconfortável -como é que as coisas vão acontecer, já agora?
- Quando a Melissa chegar e eles se sentarem um ao lado do outro nós actuamos. -informou a Fabiana -é simples e fácil.
- Está bem.
À Estela ocorreu-lhe pela primeira vez que o Fábio pode estar no refeitório com ela por razões diferentes e não por querer libertar a namorada do irmão (ou a ex namorada) do feitiço de um idiota. Só que...será possível uma coisa dessas? Isto é, ele é o Fábio e ela era a nova aluna. É certo que ele gosta dela mas não gosta dela. Não podia. Não pode. Provavelmente ela só terá mais 20 minutos de vida. A não ser que qualquer coisa altere radicalmente aquilo que tinha quase a certeza que iria acontecer.

Aqui está. Pronto.
Espero que tenham gostado. Eu sei que está pequeno. O próximo está programado para a próxima sexta por isso vai ser maior.
Quero saber o que vocês acham, a vossa opinião. Sei que isto está muito romance (= Está um horror) mas espero que gostem.

Quero divulgar um blog de cultura: Formando nossa cultura Visitem, comentem, sigam, enfim...o que vocês já sabem!

Bjs :)

sexta-feira, 1 de novembro de 2013

Capítulo 13 (Parte 2)

Olá Pessoal!
Espero que tenham tido um ótimo dia de Halloween e uma boa semana. Não tive possibilidade para fazer um capítulo especial para ontem.
Obrigada pelos comentários. Mesmo com o romance na história tive alguns comentários com elogios.
Fiquem com a última parte do capítulo 13.

Capítulo 13 (Parte 2)

Eles levantaram-se e a Estela reparou que o grito tinha sido do quarto da Fabiana e da Vânia. A directora entrou no corredor a correr, com os seus passos rápidos e abriu a porta do quarto.
- O que se passa aqui? -quis saber a directora com um olhar preocupado.
- Tive só um pesadelo, directora. -respondeu a Fabiana.
- Tenha calma, menina Fabiana. Foi só um pesadelo. -olhou de relance para a cama da Vânia e não a viu lá deitada como devia -onde está a menina Vânia?
Todos olharam para a cama dela. A Fabiana gritou.
- Acalme-se menina Fabiana.
- Não pode ser! -gritou ela.
- O que se passa? -perguntou o Fábio.
- Directora eu vou acalmar-me fique descansada. -disse a Fabiana.
- Tem a certeza menina Fabiana?
A Fabiana afirmou com a cabeça.
- Então eu vou. Meninos preparem-se! Têm de ir para casa dos vossos pais.
A directora saiu seguida pelos outros alunos. Apenas ficaram o Nélson e os irmãos, a Estela, a Melissa e a Camila.
- O que se passou? -perguntou o Fábio.
- Eu tive um pesadelo com uma rapariga de cabelo preto a levar a Vânia.
- De cabelo preto?
O Nélson lembrou-se do que a Vânia e a Melissa falaram.
- Tinha vestido branco? -perguntou a Melissa.
- Sim.
- Então só pode ser a menina que eu tinha visto.
- E a Vânia. -acrescentou o Nélson.
- A Vânia?
O Nélson contou tudo aos amigos. Era um mistério.
- Mas porque gritaste quando viste que a Vânia não estava na cama?
- Porque eu tive um pesadelo que ela saía do quarto completamente arrastada por essa rapariga de cabelo preto.
Os amigos olharam uns para os outros.
- Isso não tem cabimento. -disse a Camila.
- Este colégio tem alguma coisa estranha. -disse o Raul.
- Pois, isto é tudo muito bonito mas onde estará a Vânia? -perguntou o Nélson.
Todos se olharam.
- Ela não podia ter desaparecido. -disse o Nélson.
- Se calhar o meu pesadelo foi para a realidade.
- Mas que rapariga é essa? -perguntou a Estela.
- É o que eu queria saber. -disse a Melissa.
- Era o que todos queriam saber. -disse o Fábio, respirando fundo.
- Agora, o que fazemos com o Duarte? -perguntou a Estela.
- Com o Duarte? Parem com isso! -exclamou a Melissa.
- Melissa, tu podes ter ficado com o Duarte por uma noite mas só isso.
- A Melissa o quê? -perguntou o Nélson sem acreditar.
- Sim Nélson, eu passei a noite com o Duarte e se quiseres acabamos já.
“O quê? Acabamos já? É assim?” -pensou ele. Ele não conseguia acreditar no que estava a ouvir. A Melissa a fazer aquilo? Mas quem era ela verdadeiramente? Parecia a Vânia. Ou melhor, parecia pior que a Vânia. Era inacreditável.
- E acabamos mesmo. -disse ele.
- Bem, na segunda-feira à hora do jantar vamos tentar fazer algo para o Duarte ser descoberto. -disse a Fabiana.
- Eu estou fora disso. -disse a Melissa saindo do quarto da Fabiana.
Eles arrumaram as coisas para passarem o fim-de-semana em casa dos pais. A Vânia continuava desaparecida e a directora estava preocupada. A Vânia devia estar com ela, já que tinha ficado de castigo. Algo estava estranho.

Aqui está. Pronto.
A Vânia desapareceu misteriosamente. O que lhe terá acontecido?

Bjs :)

sexta-feira, 25 de outubro de 2013

Capítulo 13 (Parte 1)

Olá Pessoal!
Obrigada pelos comentários.
Não foi romance o capítulo passado como muitos comentaram ou, pelo menos, tentei não o fazer. Não tenho muito jeito para escrever romances mas se o foi é porque não foi um bom capítulo.
Fiquem com a parte 1 do capítulo 13 e espero que gostem da história. Irei terminá-la em breve pois as pessoas não gostam muito dela. Perdi leitores, comentários, enfim...

Capítulo 13 (Parte 1)

O Nélson estava com a Vânia no quarto dela.
- Tu estás bem? -perguntou ele preocupado.
- Óptima. -respondeu ela a sorrir.
Houve silêncio. Era constrangedor. A Vânia encerrou-o com um assunto sério. Para ela.
- Foi verdade o que disseste?
Ele não sabia o que ela se estava a referir.
- Que gostavas de mim e eu troquei-te pelo Duarte.
Ele afirmou com a cabeça. Estava com receio da reacção dela. A Vânia simplesmente sorriu.
- Achas que vou acreditar nisso? Tu estás com a Melissa, a minha inimiga.
- É tua inimiga e ela nem te fez mal.
- Ela fez-me mal! Quando me tentou pregar sustos.
O Nélson abanou a cabeça.
- Vânia, não foi ela. Há algo neste colégio que me assusta. -admitiu ele -há algo que não bate certo. A Melissa viu a mesma rapariga que tu e só as duas é que a viram. Parece que pregaram sustos uma à outra mas aquilo que vi no teu espelho do quarto já não podia ser a Melissa. Há qualquer coisa neste colégio que nos manda embora.
- Não desvies a conversa.
- Eu não estou a desviar a conversa. Se queres mesmo saber, sim, gosto de ti mas foste tu que mudaste por quereres ser a popular e não quereres saber dos outros com esse ar de miúda mandona. E desisti de ti sim, desisti da nossa relação. Eu era popular mas acima disso estavam os meus amigos, os meus irmãos e principalmente tu. Mas tu decidiste mudar. E decepcionei-me.
A Vânia calou-o, abraçando-o. Desabou a chorar.
- Desculpa, eu não dei valor às coisas que estavam na minha vida, às pessoas importantes que estavam na minha vida. Agora é tarde e ninguém me vai ajudar a sair do poço sem fundo.
- Nunca é tarde para mudar e tu... -deixou de a abraçar, agarrou nas mãos dela e olhou para os seus olhos -...tu podes te ajudar. Só tu.
“Só eu me podia ajudar? Como assim?” -pensou ela. Ele saiu do quarto dela sem lhe dizer nada. Ela adormeceu um tempo depois e não reparou que a Fabiana tinha entrado no quarto e se deitado. Umas horas passaram, a Melissa estava na cama dela...com o Duarte. A Estela ao acender a luz do abajur, assustou-se.
- O que ele está a fazer aqui contigo? -gritou ela.
Os dois acordaram.
- Estela? Pára de olhar assim para mim! -pediu a amiga.
- O que é que esse...Duarte está a fazer contigo?
- Acabámos por adormecer, desculpa se te incomodámos Estela. -respondeu ele.
- Não me dirijas a palavra Duarte. -disse a Estela apontando o dedo para ele.
- Pára com isso Estela. O Duarte é um amigo.
- Um amigo?
A Estela não acreditava no que estava a ouvir. Enquanto pensava nisso, os seus pensamentos foram cortados com um grito.

Continua...

Espero que tenham gostado, se não, comentem o porquê.

Bjs :)

sexta-feira, 18 de outubro de 2013

Capítulo 12

Olá Pessoal!
Espero que a vossa semana tenha corrido bem. Sejam bem-vindas as novas seguidoras!

Evanir: Obrigada pelo comentário.

Sophia Gomez: Também acho estranho. Obrigada pelo comentário e não tem problema, comenta quando puderes.

Bem, esta história O Colégio Interno tem tido menos visualizações, comentários e leitores. Sei que não é do agrado da maioria de vocês mas qualquer critica construtiva que queiram fazer estão à vontade.

Capítulo 12

Elas encaminharam-se para uma sala de aula com ele atrás. Entraram dentro da sala e fecharam a porta. Estavam fechados numa sala. Se a directora os visse levavam um castigo. Não que isso fosse importante, pois o Fábio já lhes tinha dito que não se ia embora enquanto não soubesse a história toda. O problema é que, naquele momento, ele já não sabia o que pensar. Por um lado sentia-se aliviado por o Duarte não levar a Estela mas por outro ele podia ser capaz de fazer isso à força, bastava querer.
- Sabias que os alunos têm os seus processos? -perguntou a Fabiana para o Fábio.
Ele afirmou com a cabeça. Tantas perguntas! Tantas perguntas e tão poucas respostas. Como a nova que acabava de lhe ocorrer: Como é que ia conseguir que a Estela olhasse para ele da mesma maneira que a Vânia estava a olhar para aquele tipo, o Duarte?
- O Duarte é filho de um pai polícia. -disse a Fabiana.
- Isso já toda a gente sabia. -respondeu o Fábio.
- Mas o que não sabes é que ele meteu-se em muitas confusões, por pouco não foi parar à cadeia.
- Mas ele é menor.
A Estela abanou a cabeça.
- Ele já tem 18 anos. Chumbou por causa da quantidade de confusões em que se meteu.
- Os pais para castigo meteram-no neste colégio por ser um bom colégio e educar bem os alunos. -continuou a Fabiana.
- Mas que confusões?
- Uma delas foi ter traído o melhor amigo dele. Ele dormiu com a namorada do melhor amigo. -disse a Fabiana.
- A rapariga não fez nada?
- Claro que não. Ela era a mais popular do colégio deles. O Duarte apareceu na escola e tornou-se no mais popular deixando o melhor amigo para trás, além de que ela preocupava-se mais por continuar a ser popular do que com o namorado. -disse a Fabiana.
O Fábio estava espantado.
- A Vânia...
- Sim, a Vânia é a mais popular deste colégio e ele deve ter pensado que ela era como todas as outras miúdas populares. Ela apaixonou-se por ele, infelizmente.
- Mas tu também és popular. Ele podia ter tentado algo contigo.
- Sim mas eu desde o principio que dizia que odiava rapazes como ele e é verdade.
- Porque é que o Duarte não levou a Estela quando a viu? Eu não causo medo.
Isto era uma das coisas que andava a incomodar-lhe.
- Porque ele deve ter descoberto algo. Talvez também por estar lá a Vânia e não ver a sua presença. -respondeu a Estela.
O Fábio estremeceu. Não conseguia evitar.
- Não vos preocupa que com a Vânia a ter estes pensamentos de o Duarte ser o melhor possa a pôr em perigo?
A Fabiana afirmou com a cabeça.
- A Vânia pode ter um ar de durona mas é sensível.
Houve silêncio.
- Então -a Fabiana olha para o Fábio -acreditas em nós agora?
- Acredito. -afirmou. Na verdade não conseguia acreditar no que elas diziam, embora saber que elas não podiam estar a mentir.
- Óptimo -disse a Fabiana -talvez seja melhor não contares isto a ninguém. Agora se não se importam podiam ir para a cama.
E saiu da sala, fechando a porta de seguida. A Estela sorriu para ele.
- Obrigada por me teres salvo do Duarte.
- De nada. Quando quiseres, estou aqui.
O rosto dela transformou-se em preocupação.
- Fábio -começou ela. E havia qualquer coisa no modo como os seus lábios formavam o seu nome que o fazia sentir-se um tanto ou quanto louco...como se quisesse abraçá-la -agradeço. Agradeço mesmo. Mas é demasiado perigoso.
- Eu não quero saber se é perigoso.
- Fábio -ela abanou a cabeça -não compreendes. Não te posso deixar que arrisques a tua vida dessa maneira. Para mim é diferente pois eu e a Fabiana sabemos a verdade mas tu não compreendes.
O Fábio fez parar a Estela.
- Diz-me só que não vais fugir de mim.
Ela fixou os seus olhos nos olhos dele.
- O quê?
- Desculpa -disse -mas não vais fugir de mim agora que sei a verdade.
Ele deve ter tido um aspecto aterrador pois ela só disse:
- Está bem. Mas vais sofrer.
Ela teve a última palavra o que para ele era óptimo. Ela podia ter a última palavra. Agora ela não iria fugir dele.

Aqui está. Pronto.
Obrigada pelos comentários no capítulo anterior. Obrigada pelos elogios. Quando eu penso que esta história está horrível graças às vossas respostas, mais comentários agradáveis aparecem.
Até sexta.

Bjs :)

quinta-feira, 17 de outubro de 2013

O rapper Eminem faz 41 anos

Olá Pessoal!
Não vim postar nenhum capítulo, vim dar os parabéns a um rapper que eu admiro.


Eu não poderia deixar em branco este dia especial para todos os fãs do Eminem.

Foi exactamente no dia 17 de Outubro de 1972 que nasceu Marshall Bruce Mathers III mais conhecido como Eminem. Queria usar as suas iniciais M&M, mas não podia devido a marca de chocolates. Foi quando surgiu a ideia de escrever o seu nome como é falado em inglês surgindo Eminem.
Nasceu em St. Joseph, nos EUA e mudou-se para Detroit quando tinha 5 anos, onde passou a maior parte de sua infância e adolescência. O rapper comemora hoje seu 41º aniversário.
Eminem começou com a carreira musical incetivado pelo seu tio Ronnie. Aos 9 anos de idade, o músico já teve contacto com o Rap. Aos 15 anos, ele largou a escola, quando conheceu Proof. Os dois participavam de concursos de Rap no Hip Hop Shop, em Detroit.
Mais tarde foi descoberto pelo produtor, rapper Dr. Dre, e logo depois se tornou um sucesso graças as suas famosas rimas. O seu primeiro CD foi muito criticado pela Billboard, que dizia "álbum feito para vender explorando o pior do mundo". Mas ele conseguiu vingar-se no Rap.
Chamado quase como um Rei do Rap, Eminem reproduziu a sua vida pessoal em músicas agressivas que simplesmente dominaram o mundo.
Hoje, completando 41 anos de idade, não é para menos que olhe para atrás e veja marcas deixadas no chão como conflitos com as maiores divas da actualidade, Mariah Carey e Christina Aguilera, duas adopções polémicas, dois casamentos e dezenas de álbuns extremamente confiantes e controversos. Eminem adoptou essa imagem agressiva e impiedosa, mas sabemos que dentro deste homem há inteligência, sabedoria, senso e amor.
Eminem teve pontos baixos na sua carreira, bem como uma luta muito divulgada contra o vício em drogas e alcóol. A perda do seu melhor amigo e rapper Proof do D12 à violência armada também causou um enorme efeito no rapper. As suas relações tensas com a sua mãe, muitas vezes serviram como alimento para as suas músicas mais pessoais, e as suas batalhas envolvendo a guarda da sua filha, agora adolescente, entre ele e a sua ex-esposa Kimberly Scott também alimentou a sua arte e raiva.
O filme semi-autobiográfico "8 Mile" do Eminem foi pensado por muitos como um relato exacto da vida do rapper, embora Eminem tenha negado que o filme é um retrato de sua vida.
O carinho e demonstração de apoio e amor pelo rapper são demonstrados mundialmente por vários actos, da criação de vídeos caseiros até tatuagens do rapper no corpo.

Enfim, eu podia passar aqui minutos, horas, dias, meses, anos a falar sobre o meu ídolo preferido que é o Eminem. Poderia escrever o que ele significa para mim e para todos os seus fãs espalhados pelo mundo inteiro. Todos nós temos orgulho no Eminem e em que ele se tornou. Um rapper absolutamente fantástico que não tem vergonha de dizer o que sente, nem de dar a sua opinião.

Nunca pensei que seria uma fã dele nem muito menos que ele seria o meu ídolo preferido. Hoje, o Eminem é praticamente a "minha música". Tenho todas as músicas dele guardadas e ouço-as sempre. Adoro as suas letras violentas, mas profundas. A maneira como as críticas não o abalam e como ele goza com artistas como Britney Spears, Christina Aguilera, Lady Gaga, Justin Bieber, etc.

Lembro-me de todos os albúns, faixas bónus, singles.

Slim Shady - Para sempre e sempre.


sexta-feira, 11 de outubro de 2013

Capítulo 11

Olá Pessoal!
Espero que a vossa semana tenha corrido bem. Obrigada pelos comentários.
Aqui têm o capítulo 11.

Filipa: Obrigada pelo comentário e por seguires.

Elisa Rodrigues: Parece sobrenatural? Que estranho, não escrevi para que se entendesse isso, mas de qualquer forma espero que estejas a gostar. Não gosto do novo acordo ortográfico mas como agora tem que se escrever com ele...enfim...é o país que temos!

Amanda Gomes: Claro Amanda, tudo bem. Estou a ler ainda alguns capítulos que ainda não tinha lido mas em breve comento. Obrigada pelo comentário.

Capítulo 11

A Vânia não acreditava no que estava a acontecer! Quer dizer, ela estava no refeitório a falar com o Nélson. O seu ex e namorado da inimiga dela. Que, aparentemente, a Melissa estava a ignorar.
- Agora a sério Vânia. -Nélson observou-a com os seus olhos castanhos. Era engraçado que, até aquele dia, nunca se tinha apercebido de como ele era atraente. Não era o Duarte mas ia-se arranjando bastante bem, com bom físico e também popular.
- Qual é o problema? -perguntou ele -sei porque não gosto do Duarte. Ele roubou a minha namorada mas e tu?
- É pessoal. E nós já acabámos a nossa relação. Foste tu que começaste o namoro com a Melissa. -respondeu-lhe.
Por um lado, ela estava agradecida por o Nélson a ter salvo. Mesmo que ele não o saiba. O Duarte tê-la-ia batido, talvez. A não ser que conseguisse brincar com ela primeiro. Coisa que, conhecendo o pai que ele tem, ainda iria presa.
- Tu conheces este rapaz nem há um dia, Vânia.
- Ele é perfeito!
A conversa dos dois tinha piorado. Nesta altura, eles já estavam a discutir no corredor. Ele tinha de engolir com força para não deixar que o vómito subisse pela garganta.
- Ninguém é perfeito.
O Fábio e a Estela que estavam a conversar ouviram a discussão. Quando o irmão respondeu aquilo, o Fábio viu-se cortada a oportunidade de dizer o mesmo.
- O Duarte -começou a Vânia a delirar, com os olhos a brilhar -é tão lindo e inteligente e maduro e amoroso.
Agora é que aconteceu. O Fábio tinha ouvido mais do que era capaz de aguentar.
- Vânia -gritou -cala-me essa boca. O Nélson tem razão. Nem sequer conheces o tipo. Porque, se o conhecesses, nunca dirias que é amoroso.
- Mas é -insiste a Vânia, zangada -tu nem sequer o conheces.
Dois segundos mais tarde viu-se a Fabiana a agarrar a Vânia pelos ombros e a sacudi-la com força. Ela era alta e magrinha mas podia com a amiga. Ela queria meter-lhe alguma inteligência na cabeça, nem que fosse à força.
- Ele contou-te não foi? Pensas que eu gosto dele. Mas ele não presta.
- Eh lá -o Raul estava a tentar despregar as mãos da Fabiana dos ombros da Vânia -ei, vá lá. Vamos acalmarmo-nos.
A Vânia libertou-se com um puxão. Estava com uma expressão de triunfo.
- Sim -grita ela, com uma voz triunfante -ele contou-me e avisou-me sobre pessoas como tu, Fabiana. Pessoas que não compreendem, não sabem como ele é. Ele pode ser um idiota...
- Oh meu Deus! -a Fabiana estava em pulgas para lhe dar um estalo. A única razão para não o fazer foi o Raul ter-lhe prendido o braço, quase como se tivesse lido os seus pensamentos -Vânia, tu sabias? E mesmo assim estás com ele?
- Claro que sim. Ao contrário de ti, Fabiana, tenho uma mentalidade aberta. Não tenho preconceitos em relação a pessoas como ele, como tu tens.
- Mentalidade aberta? Preconceitos? Pessoas como ele?
Se não fosse o Raul estar a controlá-la e a murmurar: “Ei, vai com calma”, atirava-se a ela e tentava enfiar-lhe um pouco de senso comum naquela cabeça oca. Ainda diziam que as louras são as burras. A Fabiana era loura e era mais esperta que a Vânia, morena.
- Por acaso ele disse-te qual era a vida dele? Ele goza com todas. Tu és a única que não percebe.
- Sim, eu sei, mas ele mudou.
- Oh, Vânia! -nem acreditava no que estava a ouvir. Bem, quer dizer, acreditava, tendo em consideração que se tratava da Vânia. Ainda assim, pensava que nem mesmo ela seria tão ingénua ao ponto de cair numa destas -isso é o que todos eles dizem. Há séculos que contam essa história às mulheres. “Tu és a única”. É só treta.
- Esperem aí -a mão do Raul deixou de agarrar o braço da Fabiana. Infelizmente, agora que ela estava livre para o fazer, já não tinha vontade de bater na Vânia. Tinha nojo -o que se passa aqui? Isso é verdade?
- Sim, o Duarte é verdadeiramente assim. E nem queiras saber o que descobri mais juntamente com a Estela acerca dele. -disse a Fabiana.
O Raul olhou para a Fabiana sem acreditar, enquanto, ao seu lado, o Fábio assobiava.
- Eu sabia que aquele tipo tinha qualquer coisa que não me agradava.
- Parem com isso! -grita a Vânia -todos vocês! Ouçam o que estão a dizer. Fazem ideia da idiotice com que soam? Sim, o Duarte goza com todas, excepto comigo, mas isso não vos dá o direito de gozar connosco. Eu não matei ninguém, só estou com ele.
- Oh, meu Deus. -suspirou a Fabiana -isso é só mais uma história das dele, Vânia. Não percebes? Todos eles dizem isso. E ele não gosta de ti.
- Eu gosto de ti -declarou o Nélson, com a voz a tremer na palavra eu -e tu trocaste-me por um idiota?
- Vocês não compreendem. Nós os dois amamo-nos e quando for o nosso primeiro encontro vou levar um vestido lindo e...
- Acho que vou vomitar. -avisou o Nélson sussurrando no ouvido do irmão, Fábio.
- Não vais, não -cortou a Fabiana -vais levar a Vânia para o quarto dela. Quando ela adormecer eu irei para a cama também. O resto, tudo para os dormitórios antes que a directora nos veja.
Todos foram embora. O Nélson pegou na Vânia pelo braço e começou a levá-la embora. O Fábio ficou na mesma. Não se mexeu. Nem a Estela.
- Precisas de alguma coisa de mim, Fábio?
A Estela olhou para o Fábio.
- Eu vou já para a cama. -disse a Estela mas o Fábio pegou-lhe pelo braço.
- Fica aqui. Preciso de falar com vocês as duas. Podem começar pelo princípio. Quero saber tudo. O que descobriram? Porque se o que me estão a contar é verdade, se não fosse eu a esta hora a Estela estava com o Duarte e a trair a Vânia. Por isso, comecem a falar.

Aqui está. Pronto.
Espero que tenham gostado.
Volto na próxima sexta.

Bjs :)

sábado, 5 de outubro de 2013

Capítulo 10 (Parte 2)

Olá Pessoal!
Tal como falei, aqui está a parte 2 do capítulo 10. Peço desculpa por ter falhado o dia da postagem. Obrigada ao Anónimo do meu blog que divulgou o blog.

Ana Lia Santos: Obrigado por comentar no blog e por seguir.

Maria: Obrigada. Ainda bem que gostaste.

Marciela Mendes: Obrigada pelo comentário. Que bom que gostaste. Estou a seguir o teu blog.

Luana Mendes: Obrigada por seguires. Ainda bem que gostaste. Estou a seguir o teu blog.

Jullyana Drew: Obrigada. Ainda bem que gostaste.

Nanda Carol: Obrigada.

Espero que gostem da última parte do capítulo.

Capítulo 10 (Parte 2)

- Vamos desmascarar aquele idiota. -disse a Fabiana.
Todos concordaram, excepto o Nélson.
Sujar a camisa do Duarte sem querer? A directora iria acabar por descobrir. Mas o Nélson também pensou que raio de outra coisa ele iria fazer numa sexta-feira à noite? Mas enfim...ele acabou por dizer aos amigos que concordava com o plano.
- Eu só queria saber uma coisa. -disse ele para os amigos.
- Saber o quê? -perguntou o Raul.
- O que é que este Duarte tem que mais nenhum rapaz tenha?
Os amigos olharam uns para os outros. A Fabiana sorriu.
- Comparando contigo acho que só a altura. Ele é mais alto que a maioria dos rapazes deste colégio.
- Claro que não é comparando com ele. O Nélson namora comigo, não com a tua melhor amiga. -disse a Melissa.
O Raul travou a conversa delas antes que fosse tarde demais.
- Bem, esse Duarte tornou-se popular. -disse o Fábio.
A resposta à pergunta do Nélson era bastante óbvia, para qualquer pessoa que olhe para o Duarte, o que é que ele tem que o Nélson não tenha. O Nélson tem um aspecto decente e tudo mas não é um anjo caído do céu. O Nélson estava a sofrer com aquilo. E todos os amigos podiam compreender porquê. A Vânia decepcionou-lhe muito enquanto ainda namoravam. A Vânia era aquela miúda que qualquer rapaz quereria namorar mas não era uma boa rapariga. Tinha aquele ar de Bad Girl que significava um grande perigo em algumas situações. O Nélson gostava dela mas a relação entre eles piorava dia após dia até definitivamente acabar.
Enfim, sexta-feira chegou e ao jantar, o Nélson entornou a sua bebida na camisa do Duarte. A Fabiana só ria vendo que a ideia dela estava a funcionar. O Nélson até achou engraçado ver aquelas manchas na camisa do rapaz. Tudo estava a correr maravilhosamente, até à reacção dele. Foi tudo o que menos se esperava. A directora chegou e ia dar um castigo ao grupo mas o Duarte salvou-os dizendo que tinha sido sem querer e foi trocar de camisa. A Fabiana não queria acreditar. A Vânia, destroçada, foi ter com a amiga e pediu-lhe explicações. A Melissa mandou um copo com água à camisola da Vânia e ela foi trocar de camisola. O Nélson abanou a cabeça, reprovando o gesto da namorada.
- O que foi? Ela estava a querer fazer-me alguma coisa, eu fui mais rápida. -disse ela.
O Duarte apareceu de novo no refeitório e caminhou para perto do amigo, Tomás. Olhou, com olhos arregalados para a Estela. Parecia que só agora lhe estava a prestar atenção. O Fábio notou o olhar do rapaz. “Há qualquer coisa na maneira como ele está a olhar para ela que me faz...bom, só sei que não é para ali que quero que aquele tipo olhe.” -pensou ele.
- Anormal. -murmurou. Principalmente para o Duarte mas também um pouco para si próprio. Depois pegou num copo com água e encaminhou-se para perto dos dois rapazes. Nesse momento, o Duarte olhou para o Fábio. O Fábio tinha chamado a sua atenção. Ao olhar para ele, Fábio recebeu um olhar flamejante. “Vá lá. É isso mesmo. Anda lá Duarte. Queres lutar? Tenho muito mais do que copos com água.” -pensou ele. O que não é exactamente verdade pois o Duarte deitava abaixo o Fábio uma única vez, sem precisar de muito esforço. Mas acaba por não interessar nada, porque, de qualquer maneira, o Duarte não vai à luta. Em vez disso, desaparece. Não quer dizer que se vire calmamente e se vá embora do refeitório. Quer dizer que, num minuto está naquele sítio de pé, no outro está...bem, não está. Durante um segundo, ele tinha desaparecido do refeitório a correr e a Vânia estava sozinha.
- Toma. -disse o Fábio dando o copo com água ao irmão Nélson.
- Que raio...? Tu apareceste e ele fugiu. Para onde é que ele foi? -perguntou o Nélson ao Fábio.
- Traz a Vânia e anda comigo ao corredor. -disse o Fábio indo embora do refeitório.
O Nélson olhou para os amigos com um olhar inquisidor. A Melissa olha para o Nélson. Ele não disse nada, apenas foi ter com a Vânia seguido pelo olhar perigoso da Melissa. Quando a alcançou esta respirava fundo.
- Ei! -chamou-a suavemente. Não a queria assustar mas acabou por o fazer. Ela praticamente deu um salto e fitou-o com os seus olhos castanhos grandes e assustados.
- Ei, calma -tranquilizou-a -ele já se foi. Não está por perto.
- Foi-se? -os olhos dela descreviam o terror e o medo -como...porquê? O quê?
- Desapareceu, simplesmente -encolheu os ombros -ele não é boa pessoa, também estava a criar outra vitima. A Estela. Eu simplesmente alinhei na conversa deles e estive certo.
- Tu o quê?
O terror desapareceu rapidamente no rosto dela como o Duarte. Mas ao contrário do Duarte, qualquer coisa tomou o seu lugar: a raiva. A Vânia estava irritada, furiosa.
- Oh meu Deus, Nélson! -explodiu -perdeste a cabeça? Fazes sequer a mais pequena ideia do que aquele tipo é?
- Sim. -respondeu. A verdade é que a Vânia ficava gira quando se zangava. O Nélson nem acreditava que nunca tinha dado por isso. Bem, ele nunca a tinha visto furiosa. Era o novo namorado da Vânia. Aquele tipo não valia nada.
- O que estás aqui a fazer? -perguntou ela num tom de voz suavemente atordoado.
- Aparentemente, o mesmo que tu. -replicou ele.
- A Fabiana gosta do Duarte. -disse ela.
Então o problema era esse. O Duarte era adorado por todas, até pela rapariga que dizia odiá-lo. Ele tinha de admitir, sentia-se um bocado esquisito quando se apercebia disso. Ele estava com a Melissa mas gostava da Vânia e a Vânia gostava e namorava com o Duarte. Estava um pouco desiludido. Ele pensava que uma rapariga como a Vânia teria mais bom gosto, em vez de andar com um tipo como o Duarte. O que só ia provar que era verdade aquilo que os irmãos lhe estavam a dizer, principalmente o Fábio.

Aqui está. Pronto.
Espero que tenham gostado.
Este capítulo não foi provavelmente romance (ou foi e, nesse caso, eu escrevi muito bem).

Digam o que acham.

Bjs :)

Selo

Olá Pessoal!
Passaram-me um selo. Foram a Sílvia e a Estela que me passaram. Obrigada. Aqui está ele.


Regras:
Repassar o selo para 6 blogs;
Responder as perguntas abaixo.

01. Qual a história da sua URL?
É o meu nome.

02. O que mais gosta de fazer nas horas vagas?
Ouvir música, escrever...

03. Animal preferido?
Não tenho preferência.

04. Cite algumas músicas que goste.
Eminem - Berzerk
Jason Derulo & 2 Chainz - Talk Dirty
Eminem - Cinderella

05. Comida preferida?
Não tenho preferência.

06. Cite algumas esquisitices suas:
- Nunca coloco anéis na mão esquerda a não ser que me case.
- Gosto de filmes de terror mas sou muito crítica.
- Digo que não gosto de Justin Bieber mas ele faz sempre parceria com cantores que gosto logo tenho que o ouvir.
- A minha vida em termos musicais é à volta do rap mas à alturas que fico cansada de tanto ouvir rap e começo a ouvir R&B, mas aborreço-me com facilidade.

Repassando para:
Reviver Stories

Quem quiser comente no post.

sexta-feira, 4 de outubro de 2013

Divulgação

Olá Pessoal!
Venho divulgar o que já tinha divulgado ontem na página do Facebook. Mais música.

Está no começo como poderão ver e por isso, peço-vos que vejam a página, o blog, que foi criado à pouco tempo, e digam o que acham das letras.

Ajudem a divulgar, se gostarem.

Projetos - Blog.

Profetaseven - Facebook.

Obrigado.

Capítulo amanhã

Olá Pessoal!
Houve um problema e só irei postar a segunda parte do capítulo 10 amanhã.

Peço desculpa pelo incómodo.

Bjs,
Diana (DSP).

quarta-feira, 2 de outubro de 2013

A actriz Camilla Belle faz 27 anos

Olá Pessoal!
Hoje não vim postar capítulos. Vim fazer um post com o aniversário da actriz Camilla Belle que faz hoje (02 de Outubro de 1986) 27 anos.


É uma actriz que eu admiro e me considero fã e por isso não poderia deixar de fazer referência.
Começou no filme "A princesinha" ainda criança e depressa a fama foi crescendo.

Curiosidades sobre Camilla Belle:

- A Camilla adora assistir novelas brasileiras com a sua mãe;
- Camilla é uma aspirante a pianista clássica;
- Camilla tem 1,73 de altura;
- Belle fez as suas próprias cenas de ação sem uma dupla em "When A Stranger Calls";
- Sua cantora favorita é Mariah Carrey;
- Os seus filmes favoritos são: National Velvet, The King and I e The Ten Commandments;
- As suas alcunhas são Cam, Bellgirl, Cammie e Camber;
- Os seus atores favoritos são: Dustin Holfman, Jack Nicholson e Yul Brynner.

Parabéns Camilla Belle Routh!

sexta-feira, 27 de setembro de 2013

Capítulo 10 (Parte 1)

Olá Pessoal! Obrigada pelos comentários.

Amanda Gomes: Não tem problema, eu entendo.

Sophia Gomez: Não há problema, comenta quando puderes.

Este capítulo vai ser dividido pois é enorme. Espero que estejam a gostar. De momento estão só a ler os ataques de alguém e os alunos a pensarem que são os seus inimigos a fazer. Há pessoas que pensam que é a Daniela, outros que com certeza irão pensar em outros personagens e outros ainda estão a pensar que a escola que está assombrada.
Vou responder a essa pergunta mais tarde.
Fiquem com a parte 1 do capítulo 10.

Capítulo 10 (Parte 1)

Um dia passou, a directora falou com a turma e disse que iam entrar mais dois rapazes. Chamavam-se Tomás e Duarte. Eles eram de Lisboa. Os rapazes chegaram à escola e partilharam o mesmo quarto. Eram amigos. Um novo ano estava a começar para estes dois rapazes. A primeira aula começou e o Duarte pediu à Vânia para lhe mostrar a escola. A Vânia mostrou-se prestável e acompanhou-o. A Fabiana comentou algo com a Camila e com a Zélia.
- O que acham daquele rapaz?
- Um pouco convencido. -respondeu a Camila.
- Parecem ter cara de mafiosos. O Duarte e o Tomás. -disse a Zélia.
As outras duas concordaram.
- Meninas, por não gostarem deles não quer dizer que sejam mafiosos. -disse o Raul indo para perto delas com os irmãos, a Melissa e a Estela.
- Esse tal de Duarte faz-se acompanhar pela minha melhor amiga. -disse a Fabiana cruzando os braços.
- A Vânia? -perguntou o Nélson.
- Sim, a Vânia.
- Eles devem ser uns meninos ricos mimados. -disse a Estela.
A Fabiana olhou para a Estela.
- Parece que concordamos em alguma coisa.
As duas olharam-se com desprezo.

Umas horas passaram e a Fabiana foi falar com a melhor amiga.
- Vânia, o que se passa contigo? Estás bem?
- Claro, o Duarte ajudou-me imenso. Estamos a conhecermo-nos.
- A conhecerem-se?
- Sim, estamos a pensar em namorar.
- O Duarte?
- Sim.
Foi então que ela compreendeu. Compreendeu mesmo.
- Vânia olha bem para mim. -pediu a Fabiana.
A Vânia subiu o olhar para a amiga (a Fabiana era muito alta). Percebeu logo tudo. O seu olhar, a expressão do rosto. Com o desgosto que teve com o Nélson, a Vânia queria outra pessoa que a fizesse feliz. Mas o Duarte? Aquele idiota com cara de “sou o melhor” e já com todas as raparigas do colégio apaixonadas por ele logo no primeiro dia. Ela não podia acreditar. Ele tinha apanhado a melhor amiga dela. Bem...o que é que ela podia fazer? Ficar quieta e deixá-lo levá-la? Não! Não haveria segunda vez para ser tarde demais. Teria que actuar já ou as consequências seriam terríveis.
Nesse momento, o Duarte apareceu no mesmo corredor que elas. Bem...ele até que era giro mas não prestava, pensava a Fabiana. Passado uns segundos, o Duarte tinha percebido o olhar da Fabiana e estava a virar-se na direcção das raparigas. “É agora ou nunca. Está na hora de mostrar quem manda. Adeus Duarte, a tua fama está prestes a acabar.” -pensou a loura.
- Bom dia meninas! -exclamou ele com uma cara de sonso.
Por momentos, a mente da Fabiana deixou de funcionar. Ele era mesmo giro, tinha de admitir, mas não podia dar o braço a torcer pois tinha que ajudar a Vânia.
- Bom dia Duarte. -saudou a Vânia.
- Bom dia idiota. -disse a Fabiana séria.
Ele olhou para ela. Parecia admirado.
- O que se passa contigo? Estás contra mim?
- Cara de anjo, alma de terrorista, tens uma bela combinação. -brincou ela.
- Pára Fabiana. Queres ir ao bar, Duarte?
- Claro anda.
Ele deu-lhe a mão e caminharam para fora do corredor. A Fabiana seguia-lhes com o olhar. “Tenho de fazer alguma coisa”. Caminhou no sentido contrário onde a melhor amiga e o idiota tinham saído e viu o Fábio com os irmãos e as duas inimigas. Decidiu ir ter com eles.
- Já viram esse Duarte?
- Aqueles rapazes são muito estranhos. -disse a Melissa.
- Pelo que sei o Duarte é filho de um pai polícia. -disse o Nélson.
- Coitado do pai dele. Não deve querer pôr o filho na cadeia. -comentou a Fabiana.
- Mas ele não é assassino. -disse a Estela.
- Não sabemos. -disse a Melissa.
O Nélson olhou para a Melissa.
- Também tu? Ele é só um idiota que decidiu mudar este colégio.
- Anda a enganar a minha melhor amiga. -disse a Fabiana.
- A Vânia sabe o que faz.
- Acredita em mim Nélson, ela não sabe.
- Aquele tipo deve ser só sarilhos. -disse o Raul.
O Nélson respirou fundo. Não havia maneira de o Raul ter a certeza disso. Basicamente o Duarte tinha aparecido do nada só naquele dia. Eles nem sequer o conheciam. Como é que ele podia saber alguma coisa sobre o rapaz? Qualquer coisa que fosse? Mas quando o Nélson disse isso, a Fabiana ripostou:
- Tu já olhaste bem para ele?
O Nélson tinha de admitir, eles tinham razão. Quer dizer, o tipo tem o ar de quem acabou de sair de uma prisão de luxo ou algo do género. Não se pode confiar num tipo assim tão, enfim, perigosamente charmoso para o sexo feminino.
- Vamos segui-lo. -disse a Fabiana.
- Estás louca?! -disse o Nélson.
Ainda que fosse estranho, não se sentia bem a seguir outras pessoas de um lado para o outro. Não é bonito. Mesmo que, tal como os amigos disseram, seja só para se certificarem de que a Vânia não se meteria em confusões. Sabia que a Vânia era a sua miúda, agora ex-miúda, graças ao Duarte (e também pela Melissa). E, bem, ela também nunca foi flor que se cheirasse. Mas ir atrás dela juntamente com o gajo que ela engatou? Parecia simplesmente um desperdício de tempo.
Aqui está. Pronto.
Espero que tenham gostado.

O que acharam da entrada dos dois rapazes no colégio? Principalmente do Duarte?

Leitores que são do Brasil: Tipo/Gajo/Rapaz é o mesmo que garoto; A expressão: "Flor que se cheirasse" quer dizer que a Vânia não era boa rapariga (garota no Brasil). Espero te ajudado.

Comentem, por favor. Quero saber a vossa opinião.

Beijos.

sexta-feira, 20 de setembro de 2013

Capítulo 9

Olá Pessoal!
Aqui estou eu como avisei no post anterior. Espero que não tenham notado o meu afastamento no blog para quem postava sempre às terças e Sábados postar agora apenas às Sextas é estranho, não só para mim mas para vocês também.
Obrigada pelos 23 comentários. Eu esperava não ter tantos comentários depois de ter escrito sobre a descida do número de visualizações e de seguidores mas fiquei surpresa.
O comentário do Felipe foi interessante no sentido em que as pessoas não se podem considerar minhas "fãs" se não lêem os meus outros blogs. Concordo com ele mas eu tenho a certeza que dos meus outros blogs as histórias não são boas. Toda a gente me liga a mistério, isso é óbvio, mas tenho a certeza que não tenho jeito para escrever mais nada e embora eu tenha dito que preciso de inovar, a mudança de género nunca irá mudar.
"Os outros são restos que só pensam que escreves terror", foi uma frase que guardei na memória saído do comentário dele. Ele tem uma certa razão.
Enfim...a resposta a alguns dos vossos comentários está abaixo.

Afonso: Sempre o primeiro! Obrigada.

Rui: Provavelmente acabará morta, não sei, talvez. Obrigada pelo comentário.

Anónimo: Já percebi que o teu comentário é sempre o mesmo "Posta logo" e agradeço por teres comentado que ficarias mesmo com a falta de tempo para comentar mais que isso.

Cristiane: A pessoa que mais me emocionou quando chegou ao meu blog! E estou a falar a sério. Obrigada.

Daniele Ferreira: Obrigada. Provavelmente será a Daniela.

Felipe: Infelizmente é verdade. Há muita gente que só lê este meu blog e não lê os outros, eu diria que não são meus "fãs" como dizem. Também me irrita um pouco essas pessoas que dizem serem meus "fãs" mas não lêem todas as histórias. Lêem só as deste blog e pronto, acham que eu só escrevo mistério e suspense e isso não é verdade. Obrigada pelo comentário.

Juliana Dindarova: Obrigada.

Elisa Rodrigues: Obrigada por teres visto o erro. Está um aviso agora abaixo do formulário do comentário. Se virem algum erro ortográfico que me avisem. Tento sempre não me enganar mas às vezes é difícil. Obrigada pelo comentário.

Nanda Carol: Obrigada. És das pessoas que eu tenho a certeza que mesmo que demores séculos a comentar estás sempre aqui.

Pietra A.: Olá Pietra! Seja bem-vinda! Estive a ler o teu blog. Infelizmente, não consigo comentar. Não sei o que se passa mas em todos os blogs que sigo ou em outros eu não consigo comentar. Espero que esse problema seja resolvido depressa. Espero que gostes da história.

Capítulo 9

O Nélson levou a Melissa para o seu quarto.
- Estás melhor?
A Melissa afirmou com a cabeça.
- Eu não acredito ainda no que a Vânia fez.
- Ela é capaz de tudo Nélson, tu é que ainda não percebeste.
- Sim, se calhar namorei com uma vilã.
A Melissa sorriu.

Entretanto a Estela estava com o Fábio e vê a Fabiana a ir ter consigo.
- A tua amiguinha idiota tentou meter medo à Vânia por isso vai pagar.
O Fábio interveio na conversa.
- Pára com isso! Foi a Vânia que agrediu a Melissa.
- Porque a Vânia estava farta do que a Melissa lhe andava a fazer.
- Não era motivo para a tua amiga agredir a Melissa. -disse a Estela.
- Ou vocês param de se armar em vítimas ou eu conto à directora. -disse a Fabiana.
- Tu não estás bem. -disse o Fábio.
- Fábio tem cuidado com a Estela. Não penses que ela é melhor que eu. As pessoas enganam. -disse ela saindo.
O Fábio olhou para a Estela.
- O que é que ela quis dizer com aquilo? Eu não namoro contigo.
Eles ficaram em silêncio.

As aulas continuaram. No final do dia, o Nélson contou a todos que estava a namorar com a Melissa. A Fabiana e a Vânia saíram dali.
- Eu já tinha quase a certeza que era isso que ia acontecer. Eu e o Nélson acabámos. -disse a Vânia.
- Vânia como podes dizer que as coisas entre ti e o Nélson acabaram -perguntou a Fabiana -vocês andaram há séculos.
Aquela confusão com o Nélson intrigou a Fabiana. Porque a Vânia adora o Nélson. São o casal mais sólido, ou eram, de escola perfeito. Ela é a popular e ele é o bonitão, com cara de bebé...Foram feitos um para o outro, adolescentemente falando.
- Talvez eu deva falar com outro e esquecer.
- Eu não concordo com isso. A Melissa só teve o Nélson porque tu lhe bateste e ela fez-se de coitadinha.
- E o Nélson já não me ama.
- Ainda te hei-de convencer do contrário.
Elas foram jantar.

Aqui está. Pronto.
Foi pequeno mas espero que tenham gostado.
Volto na próxima sexta.

Bjs :)

sábado, 14 de setembro de 2013

Capítulo 8

Olá Pessoal!

Antes de mais, devo dar-vos alguns avisos:
1º- Os dias de postagem passam a ser nos dias da altura escolar, ou seja, sextas e feriados a menos que haja algum aniversário de algum leitor aqui do blog em algum dia da semana (se puder postar);
2º- Esta história O Colégio Interno tem tido uma resposta negativa por parte de vocês, leitores no geral. A história também vai ser curta. Vai ter uns 20 e tal capítulos no máximo. Sei que esta nova história tem mais terror e mistério que todas as outras e talvez seja por isso que alguns de vocês tenham desaparecido do blog. Já falei do meu descontentamento na página do Facebook e aviso agora que a história vai ser pequena. Agradeço às pessoas que lêem esta história e a comentam.
Tenho a dizer ainda que se os meus antigos leitores pensavam que as histórias iriam ser semelhantes estão enganados. Eu enquanto escritora tenho que inovar, tenho que escrever coisas diferentes, temas diferentes. A história Encontro com o 666 foi escrita como se fosse uma "prenda" aos meus leitores de "A Escola do Terror". É semelhante. Mas isso não vai ser sempre. E desejo que todos vocês saibam isso. Não pretendo escrever um segundo Encontro com o 666 nem uma quinta "A Escola do Terror". Pretendo inovar. Se alguns de vocês concordarem com isto e tiverem algum carinho por mim enquanto escritora ou gostarem das histórias agradeço caso fiquem por cá, mas se não entenderem, agradeço que se afastem. Não quero iludir ninguém. Estou a tentar ser clara. Se vocês pretendem uma história semelhante às minhas duas antigas histórias peço que saiam do blog pois isso não vai acontecer. Obrigado pela atenção.

E agora sim, vamos ao capítulo 8 para quem gosta da história e pretende seguir as aventuras destes personagens e o mistério que ocorre neste colégio.

Capítulo 8

A aula de Espanhol terminou e a professora saiu deixando os alunos a arrumar os livros. A Vânia esperou que os colegas saíssem para falar com a Melissa.
- Melissa, preciso de falar contigo.
- Eu não tenho nada para falar contigo. -disse ela encaminhando-se para fora da sala mas a Vânia foi mais rápida e fechou a porta.
- Deixa-me sair Vânia.
- Tu precisas de aprender.
Em menos de segundos, as duas já estavam a rolar pelo chão, a puxarem os cabelos uma à outra. Com o barulho, os alunos começaram a encaminharem-se para a sala. O Nélson abre a porta da sala e vê as duas a agredirem-se.
- Vocês estão malucas? -perguntou ele no meio delas.
- A Vânia quer acabar com a minha vida. Ela quer fazer-me ter medo. -disse a Melissa a chorar.
O Nélson olhou para a Vânia com um olhar reprovador.
- Ela é que tenta me meter medo. -defendeu-se a Vânia sem estar a chorar.
- Nélson, confia em mim! -pediu a Melissa.
O Nélson olhou para a Melissa e de seguida para a Vânia.
- Desiludiste-me Vânia! Nem acredito que namorei contigo. Anda Melissa.
O Nélson puxou a Melissa e levou-a para fora da sala. A Vânia sentou-se no chão e começou a chorar. A directora foi ter com ela.
- Menina Vânia, isto foi inadmissível!
- Eu vou para casa por uns dias, acho que é melhor professora. -disse ela, levantando-se.
- Não, não é. Vai ficar comigo este fim-de-semana, sozinha. Só eu e a menina.
- Tudo bem, directora.
A Vânia saiu da sala e os alunos também saíram. A directora suspirou e voltou para o gabinete. A Fabiana foi ter com a amiga preocupada.
- O que te aconteceu Vânia?
- A Melissa é que me anda a meter medo.
- Não pode ser! -exclamou chocada a Fabiana.
- Tanto pode como é. Eu sabia que ela tinha inveja de mim mas não sabia que ela era capaz de fazer aquilo.
- E tu perdeste a razão batendo nela.
- O pior não é isso.
- E qual é?
- O Nélson. Agora é que ele nem vai olhar para a minha cara.
- Mas vocês acabaram em bem.
- Sim.
- A não ser que tu ainda sintas algo por ele.
- Acho que sim.
A Fabiana abraçou a Vânia.
- Vais ver que vai correr tudo bem!
As duas foram ao bar.

Pronto.
Vocês acham que é a Melissa que está a fazer tudo isto? Quem será a menina de cabelo preto?
O que irá acontecer com a Vânia no tempo em que estiver com a directora?
As respostas as estas perguntas vão ser dadas nos capítulos seguintes.

Bjs :)